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segunda-feira, 11 de abril de 2016

MATÉRIA ESPECIAL: SINAIS DO FIM?



A preocupação com o fim do mundo tem permeado os imaginário das pessoas há séculos. O assunto motiva acalorados debates e já rendeu milhões de dólares às produtoras de cinema, com inúmeros títulos, tais como Independente day (EUA, 1995), Impacto profundo (EUA, 1998), 2012 (EUA, 2009) e outros.

No decorrer dos anos, também não faltaram "profetas" anunciando que a humanidade estava perto de acabar. Atualmente, é a vez a escritora mórmon norte-americana Julie Rowe, 42 anos, fazer declarações a respeito. Ela é autora de dois livros que descrevem visões que teve em setembro de 2004, quando lhe foram supostamente mostrados desastres naturais e guerras relacionados ao retorno de Cristo à Terra. Segundo a escritora, o fim está mais próximo do se imagina e teria começado em setembro de 2014, a partir das enchentes que varreram parte do estado norte-americano de Utah, berço do mormonismo. Mesmo não tendo qualquer prova de que as previsões de Rowe sejam dignas de crédito, alguns leitores acreditaram nelas e estão vendendo seus bens para o fim derradeiro.

Entretanto, a Bíblia alerta que não é possível saber  exatamente quando isso ocorrerá (Mt 24.36), mas oferece uma série de sinais, os quais devem ser observados pelos seguidores de Jesus para não serem pegos de surpresa: E, estando assentando no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo [...] E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que tudo isso aconteça, mas ainda não é o fim. Portanto, se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares, grandes terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores ( Mt 24.3,6-8). Haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá também coisas espantosas e grandes sinais no céu. [...] E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, a angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas (Lc 21.11,25).

Porém, o assunto é polêmico e bastante complexo. Comparando textos, como os citados anteriormente, com notícias diárias nos jornais, há quem afirme de forma categórica que esses são os últimos dias da humanidade. Diante de tantas especulações, Graça/Show da Fé convidou estudiosos para analisar fenômenos da atualidade, explicando-os à luz das profecias bíblicas.








Assim diz o Senhor JEOVÁ: Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, e vos recolherei das terras para onde fostes lançados, e vos darei a terra de Israel (Ez 11.17). Com base nessa e outras passagens teóricos têm afirmado que a reorganização do moderno Israel, em 1948, é um sinal do fim dos tempos. A criação do país, há quase sete décadas, foi seguida por um êxodo maciço de judeus, antes espalhados por outras pátrias, para a Terra Prometida. Esse movimento continuou ao longo dos anos e, ainda hoje, é bastante expressivo. Atualmente, a região tem oito milhões de habitantes, vindos de diferentes localidades do globo. Tal número representa dez vezes a população inicial da jovem nação há quase 70 anos, quando houve os primeiros movimentos migratórios.

Judeus ucranianos imigram para Israel
Para os entendidos em profecias, esse é um dos indícios de que Deus está reunindo novamente Seu povo na Terra Prometida como sinal do fim dos tempos. Para diversos especialistas, a volta dos judeus ao seu antigo solo seria um milagre e manifestaria claramente a ação divina sobre Israel após dois mil anos de Diáspora (o período de dispersão dos judeus pelo mundo, iniciando no ano 70 da Era Cristã). "Deus voltou a agir mais diretamente com Israel. Assim, podemos saber que Seu plano se aproxima da finalização", afirma Dieter Steiger, presidente e fundador da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite.

Contudo, a vida em Israel não tem sido fácil para os migrantes judeus, pois os conflitos como os vizinhos palestinos são constantes. Para Steiger, isso é uma comprovação de que o tempo do fim, embora próximo, ainda não é chegado, uma vez que a paz naquele local não foi alcançada. "O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que transmite a imagem de moderado, declarou repetidas vezes que, o futuro Estado Palestino, não será admitida a presença de judeus."

Mas, na opinião de Steiger, a pacificação no Oriente Médio é possível futuramente e, quando ocorrer, será, então, um nítido indício do fim. "Somente o anticristo [ referido em 2 Ts 2.1-12] conseguirá a paz em Israel a partir de uma aliança enganosa, que ele mesmo quebrará, dando início ao juízos apocalípticos."

Outro ponto que Steiger separa é a restauração política e espiritual de Israel, que ainda não está completa. Para ele, esse processo foi profetizado em Ezequiel 37.11-14, e os ossos secos, descritos no texto bíblico, representam Israel desamparado, e a sepultura, a sua ruína política. Além disso, o estudioso defende que alguns eventos vindouros prepararão os judeus para aceitar Jesus como o Messias. dentre eles, está a reconstrução do Templo, em Jerusalém, o qual substituirá aquele que foi destruído no anos de 70 do primeiro século da Era Cristã. "A construção do Templo [...] terá papel importante nos eventos do fim dos tempos, relativos à reconstrução nacional de Israel durante seus últimos sete anos", destaca Dieter, citando Daniel 9.24,27. No entanto, de acordo com ele, o papel o qual a Bíblia atribui a esse Templo - onde será retomado o sistema de culto do Antigo Testamento - está relacionado a uma restauração dos sacrifícios de animais, não validado pelo Senhor."Essa restauração dá a base para o anticristo desafiar e insultar a Deus  que responderá com juízos a partir do Seu templo celestial."








O número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. Entre 2000 e 2010 ocorreram mais de 200 mil, de acordo com o Departamento de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, dentre eles: Jan Gujarat (Índia, 2001, 20 mil mortes), Ban (Sudeste do Irã, 2003, 31 mil vítimas fatais), Sumatra (Indonésia, 2004, 286 mil mortos), Muzaffarabad (Caxemira, Paquistão, 2005, 86 mil óbitos), Chengudu-Lixian-Guangyan (China, 2008, 85 mil vítimas fatais) e Port-au-Prince (Haiti, 2010, 222 mil mortes).

terremoto no Haiti - 222 mil mortos
A partir de então, houve outras centenas de fortes terremotos, tais como: Honshu (Japão, 18 mil mortos) e Van (Turquia, 604 mortes), em 2011: Ahaar (Irã, 306 óbitos), em 2012; Sichuan (China, 193 mortos) e Bohol (Filipinas, 222 mortes), em 2013; Yunnan (China, 614 vítimas fatais), em 2014; Gorkha (Nepal, 2018 mortes) e Koran Monjan (Afeganistão, 218 mortes) e Koran Monjan (Afeganistão, 398 vítimas fatais), em 2015.

Um grande público acredita que os tremores façam  parte do do elenco de sinais do fim, aos quais Jesus se referiu em Mateus 24.3-8. Já Gabriel Aquino da Cruz, coordenador do curso de Bacharel em Teologia da Faculdade de Pindomonhangaba (SP), não concorda totalmente com essa afirmação. "Creio que esses alertas dizem respeito à preparação para a volta de Jesus. No entanto, não podemos afirmar que sejam um sinal do fim". Segundo ele, está na Palavra que esses desastres da natureza antecederiam alguns episódios, que ainda não se cumpriram, como: a vinda do anticristo (2 Ts 2.3), o estabelecimento de um governo mundial unificado (Ap 13) e o surgimento de falsos profetas e de falsos cristos (Mc 13.22). Outro aspecto das profecias que ainda não sucedeu, de acordo com ele, está em Mateus 24.14, passagem que relata que todos ouvirão a mensagem da salvação.

Na visão de Gabriel da Cruz, as catástrofes naturais são formas de evidenciar a ira do Todo-Poderoso contra a iniquidade. Para ele, esses desastres são consequência do egoísmo e da maldade humana, frutos das transgressões. "Pagamos um alto preço por nosso afastamento da presença de Deus, pela ação destruidora que o pecado traz sobre a humanidade e a criação."

Em sua opinião, muitas catástrofes e mortes poderiam até ser evitadas se não fosse a falta de compromisso do poder público, em todo o mundo, no sentido de atender os marginalizados. Ele acrescenta que existe uma influência maligna operando sobre governos e impérios que assolam os povos, levando milhões a viver em condições subumanas. Cruz, ressalta que os desastres naturais indicam a necessidade de todo o ser humano pôr a sua esperança em Jesus. "Todas esssas coisas passarão, e a Terra  será transformada pelo poder da Palavra. Novo céu e nova Terra são a esperança e a certeza para todos os que nEle esperam."








Cerca de 805 milhões de pessoas no planeta 10,9% da população - sofrem de fome crônica, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Somente no Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,2 milhões vivem em situação de permanente insegurança alimentar.

Em Mateus 24.7 e Marcos 13.8, é falado do aumento da fome e da proliferação de epidemias como evidências do fim. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), só a febre hemorrágica ebola, que aterroriza a África desde dezembro de 2013, matou mais de 11 mil indivíduos. Números como esses, para alguns especialistas em Escatologias (a doutrina das últimas coisas), não deixam dúvidas de que o termo de tudo está próximo. Mas para o teólogo Élcio Mendonça, doutorado em Ciências da Religião, as enfermidades atuais não significam o fim, e sim o princípio das dores, mencionado pelo Senhor em Mateus 24.8.

Ele lembra que o tripé epidemias-secas-fome somente pode se considerado um sinal do cumprimento das profecias se estiver atrelado a outros eventos. "Isso porque o fim dos tempos, conforme Mateus 24, está relacionado com escândalos, com o surgimento de falsos profetas e a multiplicação da iniquidade. Diante desse outro tripé, o amor de muitos esfriaria, o Evangelho seria pregado por todo o mundo, e só então viria o fim."

crianças da Somália
Mendonça salienta que epidemias em larga escala não são, necessariamente, uma novidade. Na Idade Média, por exemplo houve a peste bubônica, que se alastrou pela Europa, graças a precaridade do saneamento básico.


A imensa população de ratos, os quais eram os principais transmissores da doença, garantiu que a peste se mantivesse ativa no continente por décadas. "Sempre que surge uma epidemia nova, logo as pessoas a associam aos sinais apocalípticos. Faz parte da nossa cultura. Quando as coisas estão bem, ninguém se lembra de Apocalipse nem do fim dos tempos."

Porém, enquanto o cenário escatológico não se desenha por completo, o combate à fome continua a ser responsabilidade dos cristãos, na opinião do teólogo. Segundo ele, isso fica evidente nos ensinos de Jesus, principalmente na passagem em que Ele exorta Seus discípulos com as seguintes palavras: Porque tive fome, e destes-me de comer (Mt 25.35). "Houve fome em Jerusalém na época de Paulo, e ele levantou recursos, com Barnabé, entre as igrejas da Ásia e da Macedônia para suprir os que estavam vivendo em meio a ela [1 Co 16.1-3]."

Élcio Mendonça crê ser possível que a fome mundial continue crescendo, pois sua maior causa é a injustiça social. Entretanto, ele sinaliza que os acontecimentos relativos aos princípio das dores são para o homem ver a bondade de Deus e se arrepender. "Não são simplesmente para a condenação da raça humana, por ódio ou vingança." para ele, os juízos do Senhor podem até ser amenizados a partir das atitudes dos cristãos, com amor, justiça e bondade para com o próximo: "Precisamos preparar as pessoas para serem agentes de mudança social e espiritual em nossa geração."








Não são poucos os conflitos que vêem ocorrendo ao redor do globo terrestre, especialmente no Oriente Médio. Na Síria, por exemplo, os terroristas do Estado  Isâmico (EI) são a face mais cruel da guerra civil, que teve início em 2011 e ainda assola aquele território. A ofensiva já ceifou a vida de 70 mil cidadãos e provocou o êxodo de cerca de um milhão de sírios, vários deles cristãos. Eles se viram obrigados a deixar sua nação a fim de não morrer na mãos dos extremistas.

destruição da cidade de Homs na Síria 
A contenda entre judeus e palestinos em Israel voltou com toda a força recentemente, insuflada, em grande parte, pela ação do EI. O grupo lançou uma campanha sem precedentes, com vídeos nos quais incentiva os palestinos a lutar até a morte contra Israel. Além disso, o EI acusa o Hamas, facção terrorista que controla a Faixa de Gaza, de não cumprir estritamente a lei islâmica e teria a intenção de tomar a região para si, a fim de "varrer" Israel do mapa.


Essas outras rivalidades, que ocupam diariamente o noticiário internacional, também chamam a atenção do conhecedores das profecias. Afinal, Jesus fala que um dos prenúncios do fim dos tempos seriam guerras e de rumores de guerras (Mt 24.6). "Isso, entretanto, não significa que as guerras do presente sejam as citadas por Cristo", assinala o teólogo e pastor Israel Maia. Ele recorda que, ao longo da História, sempre houve inúmeras divergências no Oriente Médio, e, por isso, os enfrentamentos atuais não são, necessariamente , o prenúncio do fim. "O Estados Islâmico está mais preocupado em impor o seu modelo de governo. Essa guerra visa ao controle do Oriente Médio."

soldados do Estado Islâmico (EI)
O teólogo enfatiza ainda que o EI luta em nome de seu suposto deus, que os leva o embate com Israel a assumir contornos de guerra santa. "Se olharmos para a História, veremos que o homem sempre guerreou em nome de seus deuses. No entanto, nas profecias bíblicas, não existem relatos acerca de guerra entre as religiões."


Além disso, de acordo com o Pr. Israel Maia, não há profecias que possam relacionar os atuais ataques a Israel ao fim dos tempos. "A primeira grande guerra contra Israel [profetizada na Bíblia] ocorrerá no período da Grande tribulação citada pelo apóstolo João em Apocalipse 7.14, será um período de intensa aflição para a humanidade porque nele o anticristo será revelado. Entretanto, para o líder, a Igreja de Cristo será arrebatada antes do início desse momento de sofrimento (1 Ts 4.13-18). Portanto, como esse fato (o arrebatamento da igreja) ainda não ocorreu, os atuais conflitos, mesmo aqueles que envolvem o Estado de Israel, não são os previstos nas Escrituras.



A lua de sangue é um eclipse lunar total, o qual ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Como o planeta bloqueia a luz solar, a coloração do satélite natural, que emerge através da atmosfera terrestre, é um tom de vermelho escuro. Em 2015, isso aconteceu quatro vezes - fenômeno chamado de tétrade -, o que despertou a atenção dos estudiosos das profecias bíblicas.

Segundo eles, várias tétrades de luas vermelhas (ou luas de sangue) coincidiram com marcos da história judaica ao longo dos séculos. Por exemplo, em 1492, quando ocorreu uma tétrade, os judeus foram expulsos da Espanha: em 1948, ano da criação do Estado de Israel, apareceu outra tétrade;  em 1967, quando Israel venceu a Guerra dos Seis Dias e reconquistou Jerusalém, surgiram quatro luas de sangue.

Em Lucas 21.25 , Jesus afirma: E haverá sinais no sol, e nas estrelas, e, na terra. Esse texto, para alguns, evidencia que as luas de sangue estão relacionadas às profecias a respeito do fim. "Devido as coincidências, entende que, eventualmente, alguns possam até catalogar essas tétrades como aquilo que o Messias chamou de sinais do céu.

eclipse lunar -"Lua de Sangue"
Mesmo assim, não sou favorável a esse tipo de inferência", observa o Pr. Silas Daniel, membro da Assembléia de Deus em Augusto Vasconcelos, na zona oeste do  Rio de Janeiro (RJ). "É preciso ter cuidado para o nosso olhar em relação aos sinais astronômicos não se transformar  em uma espécie de astrologia evangélica, onde qualquer mudança no céu ou descoberta da astronomia seja vista como presságio de algo que está por vir."

O pastor lembra que a expressão "lua de sangue" já era usada na Antiguidade para se referir aos eclipses lunares. No entanto, segundo ele, a especulação das pessoas entrou em ação, tentando encontrar  associação entre o eclipses, na História, e eventos escatológicos dos últimos dois mil anos. Silas acentua que existem referências bíblicas a eclipses, como é o caso de Joel 2.31: O sol de converterá em trevas, e, a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Entretanto, para o pastor essa passagem profética faz referência a fenômenos celestes especiais, a uma onde de eclipses solares e lunares atípicos, que ocorrerá no término dos tempos. "Será algo grandioso, uma vez que Jesus fala que até as potências celestes serão abaladas," Ao comentar outro capítulo que menciona lua de sangue - E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se como sangue (Ap 6.12) -, Silas Daniel é enfático ao dizer que esse tempo não chegou, porque a abertura dos selos, descrita em Apocalipse, a partir do capítulo 5, inaugura a Grande tribulação. "O que estamos vivenciando Jesus chamou de princípio das dores [Mt 24.8]. Creio, como a maioria dos expositores bíblicos, que, quando os selos começarem a ser abertos, quando a Grande tribulação se iniciar, a Igreja terá sido arrebatada."



O fenômeno da globalização, reforçado a partir do avanço dos meios de comunicação (que encurtaram as distâncias), o surgimento de organismos de diálogo internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros eventos formam um cenário que, para muitos, colocam a humanidade a caminho da instauração de um governo mundial. Essa liderança, que alguns analistas das profecias bíblicas identificam como o anticristo, ditaria não só regras econômicas, políticas, mas também religiosas (Ap 13.11-18). "Vivemos no mundo da globalização, no qual as novas tecnologias e os laços econômicos internacionais têm produzido uma conexão entre os diferentes povos e culturas como nunca se viu antes. Mas, daí a um governo mundial é uma longa distância", pondera o Rev. Alderi Souza de Matos, professor no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo. "O que mais se aproxima disso hoje são organismos como as Nações Unidas. No entanto, é sabido que há enormes divergências que separam os blocos que compõe essa organização."

Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU)
A ideia de uma nova ordem mundial em que um governo centralizado seria entronizado no poder, sobrepujando todos os poderosos líderes, segundo Alderi de Matos, não é uma realidade bíblica concreta, é apenas teoria. Ele salienta que, para diversos estudiosos das Escrituras,a ideia de um governo único no ponto de vista político, não se sustenta plenamente. De acordo com Matos, alguns especialistas em Escatologia acreditam se tratar de um sistema mais ideológico que político, de natureza anticristã, o qual dominará o planeta, embora não se possa dizer como seria. "No século 20, um forte candidato foi o comunismo. Hoje, milhares temem o Islã."

O Rev. Matos afirma uma das áreas em que o suposto governo mundial se torna mais controverso é justamente a religião. "O islamismo cresce continuamente e tem o objetivo de conquistar todo mundo para a sua fé. Todavia, está longe de abalar a solidez das religiões históricas, como o cristianismo, o budismo e o hinduísmo", analisa. Ele ainda observa que, por causa do radicalismo e do terrorismo, a religião islamita enfrenta a maior crise da sua existência. "Não é realista supor que haverá uma religião única  em um futuro previsível", acrescenta o reverendo, frisando que argumentos que relacionam um governo mundial com o termo de tudo, apelam para passagens bíblicas encontradas em Ezequiel, Daniel, no discurso escatológico de Jesus (Mateus 24) e em Apocalipse. Porém, muitos teólogos e estudiosos sérios da Bíblia não veem essa relação. "Isso vai depender da Teologia que um grupo ou igreja abrace, e, em especial, da sua maneira de interpretar as Escrituras."



Está na Palavra de Deus: Porque virá tempo em que não sofrerão a são doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme suas próprias concupiscências (2 Tm 4.3). Segundo o dicionário da ética cristã, de Carl Henry (Cultura Cristã), relativismo é a teoria de que a base para os julgamentos sobre conhecimento, cultura ou ética difere de acordo com as pessoas, com os eventos e com situações. Apesar de não ser esse um conceito novo, pelo avanço dos meios de comunicação e o intercâmbio por eles proporcionado, o relativismo jamais foi tão difundido quanto agora. "O homem tem desprezado o conhecimento do Senhor e mergulhado nas águas turvas do relativismo. A sociedade sem Deus não apenas caminha resoluta rumo à degradação mais sórdida, mas também se gloria nas práticas, das quais deveria se arrepender no pó da cinza." Adverte o Rev. Hernandes Dias Lopes, líder da 1ª Igreja Presbiteriana em Vitória (ES).

Embora não se possa dizer - como exposto anteriormente nesta reportagem - que estes sejam os últimos dias, o pastor é taxativo ao afirmar que o relativismo moral tem governado a mente e o comportamento das pessoas. "Elas reduzem a Deus aos limites de um templo religioso sem que Ele possa interferir no casamento, na família, no trabalho, no lazer, no desejo e na vida", explica, reforçando que, dentro dessa visão, não existe verdade absoluta, e sim uma verdade subjetiva, na qual não há certo ou errado.

parada gay em São Paulo (SP)
A sociedade contemporânea, segundo Hernandes, aplaude o vício e escarnece da virtude, promovendo a imoralidade e ridicularizando os corretos valore morais explanados na Bíblia. "A televisão brasileira, com desavergonhada desfaçatez, promove toda a sorte de atentado moral contra a família." As práticas homossexuais, aponta o pastor presbiteriano, são recomendadas e expostas, na mídia como indicador de liberdade, e a defesa da família criticada com uma intolerância medieval. "Querem massificar a ideia de um mundo plural, onde cada um tem as suas escolhas e preferências, o que não torna ninguém melhor do que o outro."

Diante desse quadro, ele assevera que a sociedade está doente porque abandonou o temor ao Altíssimo, a fonte da sabedoria. "O homem, querendo destronar o Pai eterno, condecorou-se como a medida de todas as coisas. O homem sem Deus tornou-se um monstro celerado. Explodiram guerras e revoltas entre as nações. Fazem apologias do aborto, do adultério, do homossexualismo, da violência e da mentira", enfatiza Lopes, citando a multiplicação dos conflitos étnicos e a intolerância  racial e religiosa. nesse cenário, é importante os cristãos reafirmarem os valores absolutos ensinados no Livro Santo. "O cristianismo é contracultura, é remar contra a maré, é não se conformar com esse século. Só Jesus é a Verdade, o Salvador, o Caminho para Deus e a Porta de volta para o Céu. No mar do relativismo moral, o cristianismo é uma ilha de verdade absoluta", conclui o reverendo.


                     






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OBS: Matéria compilada na íntegra da Revista Graça Show da Fé / nº198 

(Graça Editorial)

www.ongrace.com


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Fonte:

       



(Postado por: MARCOS MARCELINO)



                                        

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