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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ARTIGO: AMEAÇA NUCLEAR


Por: Abraão de Almeida



Bertrand Russell
Em 1954, o filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1970) denunciou a terrível ameaça de um conflito nuclear e um manifesto que ele concluía assim: Dirigimo-nos a vós como seres humanos a outros seres humanos. Lembrai-vos de nossa humanidade e esquecei o resto. Se puderdes fazê-lo, o caminho de um novo paraíso está aberto. Se não, é a morte universal. O físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955), famoso por sua teoria da relatividade geral, firmou esse documento dois dias antes de morrer.

O manifesto foi ainda assinado por outros cientistas, quase todos ganhadores do Prêmio Nobel. Eles se reuniram pela primeira vez em julho de 1957, na ilha Pugwash, cedida aos defensores da paz pelo milionário canadense Cyrus Eaton (1883-1979). Na ocasião, os cientistas declararam: É necessário suprimir a guerra ou preparar-se para a catástrofe. As experiências atômicas já provocam mutações, causam câncer e leucemia. O progresso científico e técnico é irreversível. A humanidade agora só pode unir-se [...].

Albert Einstein 
Do antigo documento de Russell originou-se o Movimento Pugwash, que tem reunido pacifistas de várias partes do mundo. Em uma conferência realizada em 1966, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o diplomata inglês Philip Noel-Baker (1889-1982), descreveu os resultados de uma única bomba de dez megatons, caso fosse lançada sobre Londres: A explosão a 2km acima de Trafalgar Square aniquilaria Londres. O centro da cidade ficaria reduzido a pó. Por baixo, subiria um pilar de fogo com 2km de altura e 40km de largura. Em redor, roncaria um furacão. Os reservatórios e os encanamentos de gás, com os postos de gasolina, explodiriam. O ar dos abrigos subterrâneos seria aspirado e substituído pelo óxido de carbono, mortalmente tóxico. Em um raio de 80km, toda a população ficaria cega.


Poderio assombroso - Se o mundo acordou sobressaltado no dia 6 de agosto de 1945, com um aniquilamento repentino de Hiroshima e a consciência terrível de que o homem finalmente descobrira o maior segredo da natureza - a impressionante energia contida no minúsculo átomo -, a situação, hoje, é muitas vezes pior. A bomba atômica (A), os Estados Unidos chegaram à de hidrogênio (H) em 1952. A União Soviética explodiu sua bomba (A) em 1949 e a (H) em 1957. A França lançou a bomba (A) em 1960. A China detonou a bomba (A) em 1964 e a (H) em 1967. Em resumo, de 1945 a 1985, cerca de 1.500 explosões nucleares foram registradas nos mais diversos testes em vários pontos do globo.
Philip Noel-Baker

O profeta Daniel fala de tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação (Dn 12.1b), e Jesus afirma: E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria (Mt 24.22a). Por mais pavorosas que tenham sido as guerras da História, nenhuma logrou sequer ameaçar de extermínio a população da Terra, nem mesmo os dois grandes conflitos mundiais do século 20. Por isso, muitos escarnecem das citadas palavras bíblicas, considerando-as uma prova da impossibilidade da inspiração das Escrituras Sagradas. No momento, a ciência da guerra desenvolve-se a tal ponto que, hoje, poucos duvidam de que possa ocorrer um suicídio mundial. 

O poderio atual das superpotências é assombroso. Ao simples apertar de um botão, podem partir, como raios, mísseis intercontinentais com cargas destrutivas equivalentes a 1,3 milhões de bombas semelhantes à que arrasou Hiroshima. Também são fabricadas: armas "inteligentes", que são atraídas pelo alvo; minas que "dormem" no fundo do mar e "despertam" com a passagem de um submarino inimigo; bombas voadoras teleguiadas e obuses enriquecidos com urânio, aviões lentos como o A-10 - verdadeiro canhão voador - ou rápidos como o F-15 - capaz de fazer seus 2.500 km horários sem perder as características de manejo. E o que falar da bomba de nêutrons, mata as pessoas e preserva as presas da gerra, e dos satélites equipados com armas atômicas? O que dizer do (laser) da morte, da guerra química, da guerra radiológica (que mata por dispersão de materiais radioativos, sem explosão) e da arma biológica, que causa cem vezes mais estragos do que a nuclear e custa muito pouco?

Que tais armas serão usadas em um novo embate mundial não há dúvida para quem estuda a Palavra de Deus. O apóstolo Pedro refere-se, claramente, a uma conflagração nuclear de enormes proporções, quando afirma que
os céus e a terra que agora existe pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios [...], o qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão (2 Pe 3.7,10b).

Enquanto aumentam as desilusões com os efêmeros e desacreditados tratados de paz e de limitação de armas, as nações aceleram o cumprimento das profecias bíblicas ao prepararem as condições necessárias aos juízos apocalípticos que ainda hão de sobrevir à Terra. E como não justificar o medo e a insegurança, hoje reinantes no mundo, quando parte desse vasto poderio pode cair em mãos de governos ditatoriais e belicosos, com pouca ou nenhuma consideração pela vida humana, como infelizmente a História já o tem demonstrado tantas vezes?
milionário canadense Cyrus Eaton


Nesses últimos dias da conturbada História do homem, Cristo continua sendo a única Esperança. nEle, há refúgio, certeza e segurança, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares (Sl 46.2). Somente os que nEle se refugiam podem dizer como o apóstolo Pedro: Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça (2 Pe 3.13). Ao mencionar os sinais dos tempos, disse Jesus: Ora, quanto essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima (Lc 21.28). Somente Cristo, por Sua triunfante intervenção nos destinos do mundo, impedirá a total autodestruição da raça humana.


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Abraão de Almeida é pastor da Igreja Evangélica Brasileira em Coconut Creek, Flórida, EUA, e autor de mais de 30 livros em português e espanhol. Também tem uma coluna  chamada: 'FALANDO DE HISTÓRIA' na Revista Graça/Show da Fé (Graça Editorial).




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(Postado por: MARCOS MARCELINO)













Fonte: Revista Graça/Show da Fé





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