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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

FAMÍLIA: 'PRESTAÇÃO DE CONTAS'



Por: Pr. Rogério Postigo 


A relação das pessoas com o dinheiro interfere mais no campo espiritual do que a maioria imagina. Afinal, o Senhor Jesus disse: Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos cofiará as verdadeiras? (Lc 16:10,11).

Vemos, por meio dessa declaração, o quanto é importante saber lidar com as riquezas naturais, para que nos sejam confiadas as espirituais.

Porém, o que observamos no mundo capitalista é o incentivo ao consumo exagerado e sem limites. Por causa disso, vivemos em um país com um alto índice de inadimplência, onde muitas famílias, mesmo endividadas, estão insatisfeitas com o que têm e desejam comprar o que é exibido nos programas da TV e nas vitrines dos shoppings.

Os pais precisam dar exemplo e ensinar aos filhos, no dia a dia, como administrar seu dinheiro; caso contrário, esses pequeninos de hoje serão os endividados de amanhã. Um amigo comentou que seu filho lhe pediu uma mesada. O pai, então, quis saber: "Quanto você acha que devo lhe dar?". O menino respondeu: "Cem reais por mês".

O pai concordou, mas com a condição de que ele usasse o dinheiro para pagar o lanche da escola e a pipoca quando fosse ao cinema.

O filho, todo feliz, apertou a mão do pai, concordando, e, no fim de semana seguinte, foi ao cinema com a mãe, empolgado. Comprou sua pipoca e ofereceu-se para pagar a da mãe também. Após o filme, ao passar em frente a uma lojas de bonés, o menino quis comprar um, porém, seu dinheiro não era o suficiente. Logo, pediu emprestado à sua mãe a quantia necessária, prometendo-lhe pagar com a próxima mesada.

Ao chegar à sua casa, o filho contou ao pai o ocorrido e solicitou-lhe um adiantamento de uma parte do dinheiro que teria de receber no próximo mês, a fim de saldar a sua dívida. O pai se segurou para não rir e retrucou: "Meu filho, dois dias depois de receber a sua mesada, o dinheiro já acabou, e você já está endividado?".

Depois de conversarem, o filho reconheceu que não estava preparado para administrar aquela soma, e que era mais vantajoso continuar sem mesada e com o pai pagando tudo.

O erro cometido pelo menino na administração de suas finanças é compreensível; afinal, trata-se de uma criança. O problema é que muitos adultos estão fazendo o mesmo, pois ainda precisam aprender a lidar com o próprio dinheiro. Felizmente, encontramos, na Palavra de Deus, vários princípios que devemos observar na administração financeira do lar e, nesta edição, veremos o primeiro deles.

É comum ouvirmos alguém dizer: "Meu dinheiro acabou, e eu não sei para onde foi". Isso é um mau sinal, pois quem não sabe com que gastou demonstra ser desorganizado com suas coisas. O Senhor contou uma parábola, em Mateus 25:14-30, dizendo que um homem entregou talentos (o equivalente ao dinheiro, na época) a três pessoas, conforme a capacidade de administrar e negociar. Um dia, o dono dos talentos voltou da viagem e pediu a prestação de contas a seus mordomos, mas um deles lhe deu uma triste notícia [...]escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu (Mt 25:25). Que tristeza ver que esse homem foi considerado pelo seu senhor como capaz de administrar o que recebeu, mas ele frustrou o seu dono. A respeito dele, disse o senhor: [...] Mau e negligente servo [...] (Mt 25:26).

A missão de cuidar do lar é árdua e envolve também a questão financeira. Tenho ensinado isso ao nosso povo da Igreja da Graça no Rio de Janeiro e os nossos pastores pelo Brasil também estão falando a respeito desse tema às suas ovelhas, pois grande é a necessidade de orientação nesse sentido. Continuaremos com esse assunto na próxima edição. Deus o abençoe!


***




Pr. Rogério Postigo é advogado e líder estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Rio de Janeiro, e tem uma coluna chamada "FAMÍLIA" na RevistaGraça/Show da Fé - Graça Editorial.


(Postado por: MARCOS MARCELINO)















Fonte: Revista/Graça Show da Fé





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