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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A BÍBLIA E AS HERESIAS: O ESPIRITISMO


Por: Abraão de Almeida

Neste post, faremos uma análise das heresias à luz da Bíblia. No post passado tratamos da questão da tradição romana. Agora, falaremos do espiritismo.

Tal como o conhecemos hoje, o espiritismo é cumprimento da Palavra de Deus, que afirma: Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1 Tm 4.1).

O principal codificador do espiritismo moderno foi Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lion, na França, em 1804. Médico, bacharel em Ciências e Letras, professor e cientista, disse, no dia 30 de abril de 1856, que havia recebido a missão de pregar uma nova religião. Esse sábio francês, que adotou o nome de Allan Kardec, escreveu, inúmeras obras, entre elas O livro dos espíritos, O livro dos médiuns, O céu e o inferno e O evangelho segundo o espiritismo.

Vejamos algumas das principais doutrinas espíritas, comparando-as com os ensinamentos claros da Bíblia Sagrada:

A doutrina espírita afirma que o Altíssimo existe, porém não do modo pessoal, mas distante. Para os espíritas, esse Deus é uma espécie de inteligência cósmica responsável tanto pela criação como pela manutenção de todo o Universo.

Na Bíblia, entretanto, descobrimos um Deus vivo, real, pessoal, existente por Si mesmo, que Se manifesta nas obras de Suas mãos, na História da raça humana e, especialmente, de Israel, Seu povo escolhido. Nas páginas Sagradas, vemos o Senhor revelando-Se a patriarcas, sacerdotes, profetas, apóstolos e crentes em geral, inclusive por meio de aparições e do testemunho do Espírito Santo.

Podemos descobrir a personalidade de Deus por meio dos títulos que Ele usou no Antigo Testamento, como: Eu Sou (Êx 3.14); Javé-Shalom, o Senhor é a nossa Paz (Jz 6.24); Javé-Samá, o Senhor está presente (Ez 48.35); Javé-Eliom, o Senhor Altíssimo (Sl 97.9); El-Shaddai, o Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1) etc. Por tais atributos, o Altíssimo é vivo, eterno, imutável, onisciente, onipotente, justo, reto e fiel.

O homem, segundo o espiritismo, compõe-se de três elementos essenciais: corpo, espírito e perispírito, sendo este último, além de indestrutível e eterno como o espírito, a parte que une o corpo e o espírito como um laço, e consiste em uma envoltura semimaterial, invisível, mas que, às vezes, pode tornar-se tangível nas sessões espíritas.

A Bíblia, entretanto, ensina que o homem foi criado por Deus a partir de algo que já existia, ou seja, do pó da terra. Para isso, o Gênesis emprega a palavra asah. Quando, porém, a referência é ao espírito e à alma do homem, usa-se bara, que significa criar do nada (Gn 1.27; 2.7). Essas duas palavras aparecem em Isaías 43.7: a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei (bara) para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz (asah). O homem foi criado perfeito, por um Deus perfeito. A Bíblia refere-se ao corpo como como homem interior (2 Co 4.16; Ef 3.16). Com a entrada do pecado no mundo, o homem perdeu a comunhão com o Pai celeste, e a sua natureza ficou sujeita à vaidade.


Para os espíritas, os espíritos não provêm de uma criação especial e chegaram a essa condição mediante uma evolução multimilenar. Eram simples e ignorantes a princípio, mas, dando curso ao seu livre-arbítrio, progrediram, uns mais, outros menos, tanto em inteligência como em moralidade. São almas, ou espíritos, dos que viveram na Terra ou em outros mundos habitados, e que deixaram o invólucro corporal. Allan Kardec (foto) os classifica em três grupos principais: espíritos puros, os espíritos bons e os imperfeitos.

A Bíblia, ao afirmar que aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hb 9.27), nega terminantemente que os espíritos dos mortos possam retornar a este mundo e muito menos reencarnar-se. Os supostos espíritos que se comunicam com os vivos, por meio da mediunidade, não são pessoas falecidas, mas demônios, que são seres puramente espirituais e inteligentes. 

A Bíblia está cheia de exemplos da capacidade que os demônios, ou maus espíritos, têm de enganar. Comandados por Satanás, que é capaz de transformar-se em "anjo de luz" para enganar as pessoas e alcançar seus sórdidos objetivos, os espíritos maus são os que realmente se manifestam nas sessões espíritas, em meio as pessoas que negam todas as verdades fundamentais da Palavra de Deus. Se o mundo jaz no maligno, se Satanás é o príncipe deste mundo que percebemos sua ação nefasta sobre a humanidade não regenerada, quando mais não se manifestarão os agentes do inferno em toda a sua astúcia e ostentação de poderes até mesmo miraculosos!

A reencarnação, conforme o espiritismo ensina, é uma lei segundo a qual a alma, ou o espírito, volta à vida corporal, mas em outro corpo que nada tem de comum com o antigo. A reencarnação é o meio pelo qual todas as criaturas envolvem-se nos planos intelectual e moral, à medida que expiam os erros cometidos nas encarnações passadas. Como fenômenos próprio do espírito humano, este tem de nascer e progredir sem cessar. No seu comentário do Evangelho, Kardec diz que a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição.

Começando pelo diálogo com Nicodemos, querem os espíritas que as palavras de Jesus: Necessários vos é nascer de novo (Jo 3.7b) refiram-se à reencarnação. Nota-se, porém, que, ali mesmo, o Salvador explica que estava falando do nascimento espiritual, e não carnal. Não se trata de voltar ao ventre materno e reencarnar-se, mas, sim, nascer de novo pela semente incorruptível da Palavra de Deus (1 Pe 1.23).

Percebemos a grande incoerência do espiritismo nas próprias supostas reencarnações de Rivail, o que afirmava que, em uma de suas encarnações, havia sido sacerdote católico-romano nas Gálias antigas, chamando Allan Kardec, razão pelo qual assinou suas obras com esse nome.

Jesus não deixou a menor dúvida sobre a falsidade da reencarnação e sobre a veracidade da ressurreição, quando diz: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento [logo, ressurreição não pode ser encarnação]; porque já não podem mais morrer [o que não acontece na pretendida reencarnação], pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição (Lc 20.34b-36).

A Bíblia declara que Jesus é o Salvador, o Médico divino, que veio buscar e salvar o perdido (Mt 18.11). O espiritismo esforça-se por ignorar completamente a obra redentora de Cristo, apresentando-O ao mundo como grande filósofo, um grande mártir. Nunca O chama de Senhor, mas sempre de Mestre. Esquece-se, entretanto, de que, com esse cruel procedimento, arranca, de todas as missões de Jesus, a maior delas, a mais elevada, a principal, que é Evangelho que Ele mandou pregar, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16b).

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Abraão de Almeida é pastor da Igreja Evangélica Brasileira em Coconut Creek, Flórida, EUA, e autor de mais de 30 livros em português e espanhol. Também tem uma coluna  chamada: 'FALANDO DE HISTÓRIA' na Revista Graça/Show da Fé (Graça Editorial).






                                                                  (Postado por: MARCOS MARCELINO)









Fonte: Revista Graça/Show da Fé



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