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domingo, 16 de junho de 2013

HOMEM DE NOVO: EX-TRAVESTI AGORA AUXILIA QUEM DESEJA DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE

Joide Miranda deixou para trás a vida como travesti, constituiu família e, hoje acolhe e auxilia aqueles que desejam voluntariamente deixar a homossexualidade 


Duas situações foram determinantes na infância de Joide Miranda, 48 anos, natural de Cuiabá (MT), hoje pastor evangélico: os frequentes espancamentos sofridos - seu pai era um alcoólatra violento - e a série de abusos sexuais dos quais foi vítima a partir dos seis anos; o algoz, neste caso, era um vizinho. O trauma e o medo da reação dos pais fizeram com que, por vários anos, o menino sofresse calado.

Aos 14 anos, entretanto, ele se declarou homossexual e, apesar da pouca idade, decidiu sair de casa. Foi morar no Rio de Janeiro, onde, embora  um adolescente, começou a ganhar a vida como travesti, prostituindo-se. Meses depois, seguiu para São Paulo e deu continuidade à sua vida na "noite". "Diziam que na França e Espanha dava para ganhar mais e fui para lá". Viveu em Paris, passou por Portugal, Espanha, Inglaterra e Grécia, até aportar na Itália. "Lá conheci um homem com quem passei a viver uma relação estável".

Seis anos se passaram até que, aos 25 anos, recebeu um telefonema inesperado de sua mãe, Odete. "Ela disse: Meu filho, conheci Jesus. Ele te ama. Quer te transformar". Aquilo soava como uma piada para Joide, que havia crescido num lar que não seguia o cristianismo. Porém, sua mãe era insistente. Ligava para orar, para falar do Evangelho e para pedir que voltasse para o Brasil para aplacar a saudade materna.


"SURPREENDENTE DEMAIS" -  Joide, enfim, retornou ao Brasil depois de se decepcionar com o companheiro. Deixou a prostituição e passou a viver com sua mãe em Cuiabá (MT), onde montou uma loja de roupas. Ela continuava a insistir em pregar-lhe o Evangelho e, certa vez, convidou-o para uma reunião de oração. Surpreendentemente, Joide aceitou o convite e se converteu.

A transformação do travesti despertou o interesse na comunidade evangélica mato-grossense e, no final de 1992, ele foi convidado a dar seu primeiro testemunho em público. "Era um encontro do Dia da Bíblia, reunindo várias igrejas evangélicas no SESC de Cuiabá. Havia mais de três mil pessoas naquela noite", relata. Naquele evento, estava a bancária Edna, uma jovem evangélica nove anos mais jovem, que não acreditava no que ouvia. "Não parava de pensar no testemunho dele. Acreditava que Deus poderia curar a Aids, mas não transformar um gay  em heterossexual. Era surpreendente demais para mim".
Edna, o filho Pedro e Joide

A curiosidade fez com que ela fosse até a loja de Joide para conhecê-lo melhor. Ali nasceu uma amizade que se transformaria em outro sentimento. "Quando percebi, estava completamente apaixonada por ele", revela Edna. Em 1998, Joide e Edna se casaram e, 12 anos depois, nasceu o primeiro filho do casal, Pedro, hoje com três anos incompletos.

Atualmente, Joide e Edna dirigem a Associação Brasileira de Ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABEXLGBTT), um trabalho que promove acolhimento e auxílio aos que desejam voluntariamente deixar a homossexualidade. "Deus pode transformar o homem", garante ele.



Matéria de: Marcelo Matos 



Joide, ex-travesti mostrado o banner de como era




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(Postado por: MARCOS MARCELINO)












Fonte: Revista Graça/Show da Fé




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