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domingo, 26 de maio de 2013

FAMÍLIA: O DESAFIO DO FIM


Por: Pr. Rogério Postigo 


Normalmente se acredita que o princípio das coisas é melhor que o final, mas a Palavra de Deus nos informa o contrário: Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas (Ec 7.8). Confesso que fiquei pensando nesse texto por algum tempo e até o questionei. Como pode o fim ser melhor? No entanto, Deus falou ao meu coração muito claramente o seguinte: no que se refere à existência humana, o tempo, quando não aproveitado da forma correta, pode fazer o fim ser pior que o início.

Contudo, esse não é o Seu ideal para nós, pois, no final, da vida, o homem deve ter a sensação da missão cumprida, de ter construído uma família bem edificada, ter preparado os filhos para a vida e ter sido um servo de Deus exemplar (2 Tm 4.7,8). Sabe por que há pessoas que não chegam ao final de sua existência dessa maneira? Porque desprezaram a Palavra: Lembre-se do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem aos anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento (Ec 12.1).

Se tormarmos como exemplo um casamento, podemos pensar: Bem, a chegada de um casal ao matrimônio é motivo de muita alegria e isso é verdade. Muitas vezes, quando celebro casamentos, observo preparativos finais para a cerimônia, toda a movimentação das testemunhas e do noivo, aguardando a entrada triunfante de sua amada. Durante a cerimônia, vejo bem de perto os olhos do casal lacrimejando, os olhares exalando amor um pelo outro! Mas o tempo passa, muitas coisas acontecem e, depois de alguns anos, nem sempre os olhares continuam os mesmos.

Vejamos outro exemplo: quando uma pessoa está desempregada e é contratada para trabalhar em alguma empresa, seu sentimento é de pura alegria. Nos primeiros dias, acorda com disposição e dá o máximo de sí, mas, depois de algum tempo, só sabe reclamar do baixo salário, das más condições de trabalho e de outras coisas. Onde está aquele funcionário iniciante? 

Diante de situações como essas, pergunto-me: o que muda com o passar do tempo? São as circunstâncias ao redor ou somos nós que mudamos nossas atitudes e a maneira de vê-las? Nosso desafio é fazer com que nossos dias futuros sejam melhores do que os atuais. É muito triste ver pessoas que foram uma bênção no início de sua caminhada e depois se perderam. A Palavra nos mostra alguns exemplos nesse sentido, como o de Salomão, um jovem monarca que iniciou seu reinado com humildade, sacrificando mil holocaustos ao Senhor, no monte mais alto (1 Rs 3.4). Disse a Deus que era ainda um menino, o qual não sabia como julgar tão grande povo, e o Senhor fez dele o homem mais sábio da Terra (1 Rs 3.12). Mas o Altíssimo também lhe deu ordens expressas de que não se envolvesse com mulheres de outros povos, o que ele acabou fazendo mais tarde (1 Rs 11.4).

É muito interessante o fato de isso não ter acontecido antes, mas somente na velhice de Salomão. Compreendo que foi quando ele já se sentia autoconfiante, pois era o grande rei, sua fama ia longe, e tudo corria tão bem que acreditou não haver problema em desobedecer a Deus. Que tristeza! Desviou o coração do Senhor do Senhor (1 Rs 11.9), como muitos servos e servas de Deus têm feito nos dias de hoje, desprezando os ensinamentos divinos e, consequentemente, tendo um final de vida aquém do planejado pelo Altíssimo. Como será o final da sua história? Sinta-se desafiado a fazer com que seu futuro seja melhor do que foi o seu passado!


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Pr. Rogério Postigo é advogado e líder estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Rio de Janeiro, e tem uma coluna chamada "FAMÍLIA" na Revista Graça/Show da Fé - Graça Editorial.






Fonte: Revista Graça/Show da Fé




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