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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SOU EVANGÉLICO, QUAL O PROBLEMA EM PULAR CARNAVAL?

Alguns crentes em Jesus não veem nenhum problema no carnaval. Para eles, se não tiver azaração, pegação, bebidas e drogas, não existe nenhum mal desfrutar da festa de Momo, mesmo porque o que importa é a diversão. Segundo eles o desfile na televisão é tão bonito! E outra coisa: Que mal tem em se alegrar ao som dos sambas enredos do Rio de Janeiro?

Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval. 

Ao estudarmos a origem do carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegassem o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a quaresma. Veja o que a The Grolir Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a quaresma.

Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday). " - (The Grolir Multimedia Encyclopedia)

"Provavelmente originário dos "Ritos da fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os carnavais alcançaram os picos de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana  e a Saturnalia.

A Enciclopédia Grolir exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias , bebedices e glutonaria. A Bacchanalia era a festa em homenagem a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega,  Dionísio era o deus dos vinhos e das orgias. Veja o que o The Grolir Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:

"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebra os três dias de cada ano em honra a Baco, o deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou a sua proibição em 186 dC." - (The Grolir Multimedia Encyclopedia)

Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação de transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a desconstrução de valores primordiais ao bem estar da família.

Isto posto, tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda a aparência do mal. Participar da festa do Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais, permitindo  assim que o adversário de nossas a almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.

Para terminar esta reflexão, compartilho um poema de Jerônimo Gueiros (1880 - 1954) que foi um ministro presbiteriano nordestino muito conhecido por seu rico ministério, no Recife, e por suas qualificações como literato e apologista da fé cristã. De sua lavra surgiram artigos penetrantes, livros inspiradores e poesias tão belas quanto incisivas e pertinentes aos temas apresentados.

"Carnaval!, Empolgante Carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeu e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastam das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos de canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor, 
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" a profanação.

Carnaval! Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval! Vitando Carnaval!
Festa sem Deus! Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta em seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve ás danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem, 

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes perde o siso
E o cavaleiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pelas ruas, 
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo", as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam nessas loucas alegrias,

A vida que levam mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval! Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, Atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte."

Pense nisso!


Por: Renato Vargens 


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Fonte: Blog/Renato Vargens 


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